Documento finale III Assemblea Generale dell'ISO (testo in portoghese)

 

DOCUMENTO FINAL III ASSEMBLÉIA GERAL INSTITUTO SECULAR ORIONITA
Caminhai segundo o Espírito (Gal 5,16)
Esteves de Valença, Brasil 19 a 23 de outubro de 2009

"Caminhai segundo o Espírito"
Chamadas a servir Deus, a Igreja e as Almas
segundo o carisma de Dom Orione

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  Concluída a terceira Assembléia geral se inicia, para o Instituto Secular, um caminho importante. É o início de um novo sexênio de governo, com um programa de vida para ser colocado em prática de modo intenso, fazendo tesouro de uma história relevante e de uma tradição já significativa.

A referência mais importante para o programa de vida da Consagrada Secular, é o que está predisposto na Regra de Vida “Quanto bem se pode esperar de quem caminha observando a Regra na caridade, caminhando retamente pelo caminho reto do Senhor, e, conduzidos pelo Espírito do Senhor para onde reina a caridade de Cristo” (O Espírito de Dom Orione, vol. VIII, p.49). São palavras que Dom Orione dirigiu aos seus religiosos em 1922, mas que, por clareza e significado, podem ser aplicadas de modo particular à situação do Instituto Secular, hoje. Basicamente, Dom Orione está dizendo que, se uma Consagrada deseja verdadeiramente “caminhar segundo o Espírito”, não há outra estrada senão aquela, simples e direta, traçada pela Regra de Vida.

A partir deste ponto de vista a Assembléia não “produziu” e nem poderia produzir alguma inovação. A solidez das suas propostas e das suas linhas de ação, que este subsídio quer fazer conhecer, tem a sua fonte no texto da Regra de Vida, cuja finalidade é promover “a assimilação e a prática do Evangelho, segundo o particular carisma de Dom Orione” (cf. RV 119)

Começa, portanto, após a Assembléia, o “tempo da novidade”, isto é, da “tradução” do texto na vida de cada uma, de tal modo que as sugestões, as orientações e as linhas de ação tornem-se decisões e opções concretas em nível geral e de região, mas, sobretudo em nível pessoal e de grupo local. Em síntese, eis a novidade, o documento da Assembléia não é só um texto para ler, mas um fator estimulante para uma qualidade nova e original de vida consagrada, secular, orionita.

A experiência da Assembléia foi uma grande graça, um dom imenso do Senhor. Foram experimentados naqueles dias, momentos de intensa e sincera alegria, pelo simples fato de estarmos juntos naquele belíssimo lugar de oração e de paz, em companhia de jovens eremitas brasileiros. Foi experimentada também a presença e a guia do Espírito Santo, porque todas estavam unida no único objetivo de promover o bem do Instituto, com união de intenção e de atitudes concretas.

A análise das realidades do Instituto, com a ajuda também dos elencos e dos dados estatísticos e com a leitura e síntese dos estudos que vieram das regiões e também individualmente, viram os membros da Assembléia empenhados em propor as orientações que possam ajudar o Instituto a revitalizar-se e a reestruturar-se para que possa realizar o seu fim primário e geral de “santificar os seus membros, mediante a observância dos conselhos evangélicos” (cf.RV 1). Todavia, a orientação mais sensata e original, a decisão mais prudente e adequada, serão eficazes somente se depois da Assembléia, no tempo de hoje, se desenvolverá um processo de conversão nos vários níveis, pessoal e de grupo, regional e geral.

A respeito foi significativo o momento da informação sobre o grupo polonês. Em uma apresentação eletrônica, preparada com antecedência, se esclarecia, quase ingenuamente, que aquele grupo, já numeroso de jovens, nasceu quando a primeira polonesa, Ewa, decidiu consagrar-se no ISO. Esta informação, num certo sentido óbvia, colocava em evidência a centralidade e a essencialidade de uma decisão pessoal, de um passo realizado. Na origem do grupo polonês, não está um decreto, uma carta, um escrito, mas uma decisão pessoal, um “Eis-me aqui” pronunciado primeiro no silêncio do discernimento interior e depois divulgado com decisão e fé, com entusiasmo e confiança. Estes mesmos sentimentos devem empenhar-nos agora nesta fase do pós-Assembléia.

A notícia do crescimento do ISO na Polônia, do seu nascimento na África e, especialmente, da consolidação em outras regiões do mundo, suscitaram o entusiasmo do Superior Geral, Dom Flávio Peloso, que propôs, na conclusão da Assembléia, duas altíssimas e importantes metas para o Instituto. A primeira é a de fazer nascer o ISO em todos os lugares de presença orionita (“A família orionita está completa onde se pode contar também com a presença do ISO”). A segunda meta é ainda mais solene e nos compromete muitíssimo: iniciar antes do fim deste sexênio o processo para o reconhecimento Pontifício junto à Santa Sé .

Com este anúncio que nos compromete e encoraja, somos convidadas a tomar conhecimento das conclusões da terceira Assembléia Geral. Tal subsídio está subdividido, como se poderá notar, em quatro âmbitos mais um (4+1) que são os mesmos âmbitos de reflexões da Assembléia: I) A nossa identidade como consagradas, seculares, orionitas; II) Vida Interior - Formação; III) Vida de Comunhão – Comunicação; IV) Vida Apostólica – Empenho Vocacional; V) Outros temas.

Cada um destes temas terá a seguinte estrutura de apresentação: uma reflexão para caracterizar o conteúdo temático; uma breve análise da realidade do Instituto e, finalmente, algumas orientações e linhas de ações. Para tais linhas de ações e orientações a Assembléia julgou não ser necessário votar cada uma separadamente e deu-se uma aprovação geral e unânime a todas. Caberá à Responsável Geral e ao seu Conselho propor, durante o sexênio, dinâmicas e oportunas de orientações, para que o Instituto “possa desenvolver-se e cumprir a própria missão no mundo”.

 

“Ave Maria e avante!”

 

I - A nossa identidade como consagradas, seculares, orionitas

 

Segundo o código de Direito Canônico o “Instituto Secular é um instituto de vida consagrada, no qual os fiéis vivendo no mundo, tendem à perfeição da caridade e procuram cooperar para a santificação do mundo, principalmente a partir de dentro” (Can. 710). São três, portanto, os elementos constitutivos dos Institutos: secularidade, consagração e apostolado.

Um outro elemento de identidade é assumido de modo específico na escolha de consagrar-se a Deus no Instituto Secular Orionita, que se reconhece unido, “pela origem e carisma”, à Pequena Obra da Divina Providência, venerando São Luis Orione como fundador, Pai, mestre e intercessor. A orionidade é portanto um quarto elemento de identidade para as Consagradas do ISO.

“Secularidade” significa que a Consagrada “é “ leiga e deve “permanecer “ leiga, comprometida em promover os valores próprios e específicos do laicato. Dizia o Papa Paulo VI, em 1972, que “ o ser do mundo, isto é, estar comprometida com os valores seculares, é o modo de ser Igreja e de fazê-la presente, de salvar-se e de anunciar a salvação. Portanto a condição existencial e sociológica das Consagradas, torna-se uma realidade teológica, é o caminho para viver e testemunhar a salvação. As consagradas Seculares são portanto uma ala avançada da Igreja no mundo.”

Todavia o “ser Igreja” como leigas comprometidas no mundo está radicalizado mediante uma forma de consagração que impele a uma opção fundamental de vida segundo o espírito das bem-aventuranças evangélicas. Deste modo a leiga é “realmente consagrada” e realmente no mundo”: é no mundo e não do mundo, mas para o mundo. Segundo as palavras do Papa Paulo VI, o Instituto Secular “é uma forma de consagração nova e original, inspirada pelo Espírito Santo para ser vivida no meio da realidade

temporal e para introduzir a força dos conselhos evangélicos – isto é os valores divinos e eternos – entre os valores humanos e temporais.

Como Orionitas seculares foi escolhido consagrar-se a Deus, “segundo as leis da Igreja e no sulco caritativo de São Luis Orione”. Esta nota de identidade – a orionidade – doa um carisma para zelar e viver com fidelidade criativa realizando deste modo o fim particular do Instituto que é aquele de “colaborar como humildes filhas da Divina Providência para levar os pequenos, os pobres, o povo à Igreja e ao Papa, para “Instaurare omnia in Cristo”, mediante o exercício da caridade.” (RV art.I)

 

A nossa realidade

O ISO faz parte de uma família religiosa (sacerdotes, religiosas, Movimento Laical...) Esta é uma grande graça porque não nos dá somente uma identidade, um carisma e uma missão, mas nos ajuda também a manter a fé e a esperança. Apresentar-se como membro de uma Família torna o nosso testemunho mais confiável e eficaz e, além disso, podemos ajudar uns aos outros para fazer crescer o Instituto com a promoção vocacional

Analisando a nossa realidade percebe-se a necessidade de aprofundar ainda o carisma orionita, para conhecer melhor o pensamento do Fundador e encarná-lo no hoje da história do Instituto. Devemos participar com freqüência do Movimento Laical Orionita, ter uma presença ativa nas obras da Congregação e divulgar de um modo mais convincente a espiritualidade de São Luis Orione.

Sente-se também a necessidade de um maior conhecimento e atuação da Regra de Vida. De fato, poder-se-ia fazer muito mais para que a “Regra” se torne como a Bíblia, o nosso livro de cabeceira. Tal conhecimento nos ajudará a viver a nossa secularidade consagrada, o nosso estar no mundo sem ser do mundo.

 

Linhas de ação e orientações para o sexênio

1.1. Promover o conhecimento e o aprofundamento do carisma orionita. Tendo em conta que tal conhecimento pode vir não somente a nível teórico, sejam favorecidos nos diversos níveis da vida do Instituto a participação nos eventos da Congregação (“Para conhecer é necessário mover-se e ir à fonte!”). Além disso, as consagradas devem “respirar mais o ar orionita”, ou seja, participar mais das obras (missões) de Dom Orione (isto é importante sobretudo para aquelas que estão em formação).

1.2. Desenvolver dentro do Instituto um processo de reflexão sobre a especificidade da vida secular orionita.

1.3. Encorajar os grupos que por vários motivos não têm a possibilidade do acompanhamento espiritual dos Filhos da Divina Providência, a buscar apoio, onde for possível, nas Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade (Orionitas).

1.4. Motivar a preparação da programação anual de cada grupo e da região; para atingir tal finalidade deve-se ajudar as responsáveis, com uma formação técnica e específica, a cumprir tal tarefa.

1.5. Promover, dentro do grupo e da região, o estudo e a divulgação dos documentos pontifícios. O mesmo vale para os documentos da respectiva Conferência Episcopal Nacional. A respeito, uma outra forma de identificação carismática é o apostolado da visita às famílias para divulgar as palavras do Papa.

1.6. Buscar quotidianamente os meios para fortificar-se na espiritualidade do Fundador, especialmente cumprindo as práticas de piedade, vivendo na caridade e na comunhão fraterna com os outros membros da Família orionita (por exemplo, escrevendo aos Orionitas e às Orionitas em ocasiões de acontecimentos especiais.

 

 

II - Vida interior – Formação

 

Leigas entre as leigas, conservando uma fisionomia secular, os membros do ISO escolheram viver totalmente consagrados à Deus com a profissão dos Conselhos Evangélicos. Para manter-se plenamente fiéis a tal consagração e para exercitar com eficácia o próprio apostolado “nas diversas e contraditórias situações do mundo em que vivem”, é fundamental que cada Orionita cultive uma autêntica vida interior e de piedade, com os sinais típicos da espiritualidade orionita.

Para a Orionita Secular vale sempre o conselho de Dom Orione: “Não fique contente com um certo formalismo, nem com as práticas externas de piedade. As práticas externas de piedade também são necessárias e fazem bem; mas elas se dissolvem em nada... Caso a piedade.. não seja uma verdadeira vida interior, uma religiosidade profunda, uma verdadeira consciência individual, cristã e reta, bem formada, quando não formarmos Jesus Cristo em nós, quando realmente não nos conformarmos em tudo a Jesus Cristo” (RV 54).

Vida Interior e Formação são dimensões que também o Decreto Perfecta Caritatis coloca em evidência quando fala dos Institutos Seculares. De fato, este Documento do Concílio Vaticano II adverte que os Consagrados seculares não podem assumir “um compromisso tão importante” (dar-se totalmente à Deus e conservar a fisionomia secular) se os seus membros não receberem uma tal formação nas coisas divinas e humanas a ponto de tornarem-se realmente no mundo um fermento destinado a dar vigor e incremento ao Corpo de Cristo” (Conf PC,II).

Vida interior cultivada na fidelidade à união com Deus, nos seus momentos e dinâmicas indispensáveis: participação na Eucaristia “centro da própria jornada” (Art. 29); cotidiana visita ao Santíssimo Sacramento (Art. 29); santificação da jornada com a oração das Laudes e das Vésperas (Art. 30); meditação cotidiana de “pelo menos meia hora” (Art. 31); a devoção à Nossa Senhora e a recitação cotidiana do terço (Art. 32); confissão freqüente e direção espiritual (Art.33); tempos de silêncio “a fim de escutar Deus que fala no coração “ e jornada mensal de retiro espiritual (Art. 34); participação na semana comunitária do Instituto (Art.35); e a valorização de práticas de piedade das tradições orionitas (Art. 36).

No que diz respeito à formação é importante ter em conta que o itinerário de formação do Instituto deve ter como meta “favorecer o desenvolvimento integral e unitário da pessoa no respeito dos seus dons, capacidades e condições, para que a pessoa consagrada possa viver o projeto de Deus aderindo à vocação secular, em generosa disponibilidade ao Espírito, às expectativas da Igreja e às exigências da sociedade”. (Art. 52).

 

A nossa realidade

Analisando a nossa realidade constatamos que é necessário um esforço pessoal, mas também de grupo, para intensificar a oração e a contemplação. Infelizmente existem ainda grupos de Consagradas que não tem acesso aos instrumentos de crescimento espiritual. Dever-se-ia estar mais atentas às candidatas em período de formação inicial.

Nota-se a necessidade de privilegiar a formação humana das candidatas, assim como a formação espiritual delas (“primeiro são mulheres, depois consagradas”). Nota-se também a necessidade de uma formação que dê à Consagrada a possibilidade de apresentar a visão da Igreja diante dos novos desafios de hoje (pobreza, defesa da vida frágil, problemas com a juventude e a família).

Tendo constatado algumas falhas e desvios a Assembléia constatou que às vezes uma determinada tarefa não é executada porque falta uma “formação mais técnica” a respeito de alguns aspectos da vida do Instituto. Por exemplo o cálculo da contribuição econômica, a apresentação do balanço anual, o modo para preparar um encontro do grupo local e depois para redigir a Ata, etc.

 

Linhas de ação e orientações para o sexênio

2.1. Valorizar e organizar iniciativas para a formação das formadoras. Apoiar, também utilizando recursos econômicos do Instituto, a participação em cursos para formadoras de duração mais longa e mais sistemática e aos seminários e convênios (geralmente breves) promovidos pela Conferência dos Institutos Seculares.

2.2. Solicitar, ajudar a elaborar e verificar a utilização do Plano Pessoal de Vida. Considerando que o “convento” da consagrada secular é o mundo e que é necessário um esforço constante para permanecer unida à Fonte num testemunho evangélico, o Plano Pessoal de Vida é um instrumento válido que favorece a perseverança e o crescimento espiritual.

2.3. Utilizar melhor a oração da Liturgia das Horas durante os encontros e retiros para que se torne um costume habitual de cada consagrada.

2.4. Preparar algumas fichas formativas que contenham os elementos de reflexão sobre a Regra de Vida.

Quanto à forma: estas fichas deveriam ter uma periodicidade e poderiam prever um questionário no final da reflexão que a formanda deve responder e enviar à encarregada .

Quanto ao conteúdo: para a candidata no início do itinerário vocacional, estas fichas deveriam conter também uma formação catequética básica e uma formação para os valores humanos; para a candidata em fase de formação permanente a ficha deveria tratar de uma formação mais específica para a oração e a contemplação na ação, fornecendo também conteúdos de nova evangelização que tornem a consagrada capaz de enfrentar os problemas das novas pobrezas do mundo de hoje (situações das famílias e da juventude).

2.5. Compor um Vademecum que possa servir como instrumento de orientação para o exercício dos diversos ofícios e responsabilida-des do Instituto.

2.6. Desenvolver um percurso formativo estruturado, do qual se faça o encargo o Conselho geral. Tal percurso formativo será depois adaptado para cada Região.

2.7. Encontrar soluções práticas e eficazes para a questão da for-madora de modo que esteja em condições de manter uma ligação forte com a candidata. Talvez em alguma região se pudesse consti-tuir uma equipe de formação que possa acompanhar por turno ou por zona alguma formanda.

2.8. Compilar um livro de orações específico para o ISO.

 

III - Vida de comunhão - Comunicação

 

Numa carta de 1927, dirigida aos religiosos, às Irmãs e aos Leigos das casas de Veneza, no momento no qual estava em curso uma mudança no governo local (Dom Sterpi deixava a direção por problemas de saúde e era nomeado Dom Pensa), o nosso Santo Fundador, citando o Papa Pio X, recomendava: “Comportai-vos bem no Senhor e caminhai sempre humildemente unidos e concordes na presença de Deus, sob o olhar do Senhor”.

Estas e outras palavras de Dom Orione sobre a comunhão e a união na família religiosa devem ser cuidadosamente conservadas por um membro do ISO. São um testamento espiritual que empenha a Consagrada Secular no dever de colaborar para que a “Pequena Obra da Divina Providência seja como uma família em Cristo” e fará isso contribuindo “para manter a união e a paz, porque a nossa força está na união cujo vínculo é Cristo”. (conf. RV 38).

O Papa João Paulo II, num discurso de 1997, é ainda mais específico quando recorda que a missão das Consagradas Seculares não pode estar reduzida “a um puro e simples exemplo de honestidade, competência e fidelidade aos deveres”. Isto é um pressuposto, acrescentava. Mas hoje, num mundo “particularmente sensível ao testemunho”, é quanto mais importante que os membros dos Institutos Seculares, exercitando-se em “palestras de amor fraterno”, “vivam intensamente a comunhão fraterna” e se considerem “ testemunhas privilegiadas dos valores da fraternidade e da amizade cristã”, tão necessárias “sobretudo nas grandes áreas urbanizadas”.

Para conservar a comunhão e cultivar a unidade do espírito e a verdadeira fraternidade a Regra de Vida estabelece alguns princípios e normas. O artigo 39, por exemplo, insiste sobre o princípio da co-responsabilidade e da colaboração no Instituto que se concretizam no”manifestar o próprio parecer no que se refere ao bem comum com o participar nos programas comunitários do Instituto; com o estar lealmente em comunhão com as Responsáveis a quem toca unir, coordenar no Instituto os dons de todas; com o cumprir diligentemente os próprios deveres para o bem do Instituto”.

Tendo em conta que não se prevê para a Orionita Secular uma vida comum estável, a Regra de Vida propõe algumas dinâmicas e meios, para fazer crescer a vida de comunhão dentro do Instituto. Em tal sentido o artigo 40 recomenda a participação “nos vários encontros de grupo, nos retiros espirituais e nos encontros fraternos”. A fraternidade será assegurada também com as cartas, comunicações e contatos com as responsáveis; manifestar-se-á também nos momentos de doença (art. 42) e não se romperá nem mesmo com a morte. (art. 42).

 

A nossa realidade

A Assembléia demonstrou-se particularmente preocupada com a situação de algumas Consagradas que, por motivo de distância geográfica ou particular situação, se encontram “isoladas” e sem referência a um grupo específico. Alguma consagrada referiu que “não obstante o desejo de encontrar-nos com mais freqüencia para nos sentirmos mais unidas, não podemos fazê-lo por situações de doença e algumas vezes por uma real dificuldade econômica”.

Para as Irmãs “isoladas”, mas também dentro do grupo, se sente a necessidade e a urgência de uma comunicação mais constante e mais intensa. Em tal sentido, seria importante valorizar ainda mais a Semana Comunitária: nessa se poderia organizar momentos de revisão de vida, de fraternidade e partilha. Além disso, poderiam ser úteis todas as iniciativas para promover a comunhão espiritual entre os membros do Instituto (por exemplo, o compromisso de rezar por alguma que está longe) e seria ótimo o uso mais assíduo dos modernos meios de comunicação (internet).

Reconhece-se também a validade do boletim “In Unum” como um importante instrumento de comunhão. É preciso promover a sua divulgação mas também o cuidado com o seu conteúdo.

 

Linhas de ação e orientações para o sexênio

3.1. Valorizar, especialmente nos grupos locais, momentos e situações que possam criar comunhão e fraternidade: comemorar os momentos de festividade como aniversários; organizar excursões e passeios juntas, visitar irmãs anciãs ou enfermas; acolher na própria casa uma irmã que está só e que por algum tempo precise de uma atenção especial.

3.2. Visitar as irmãs “isoladas” pelo menos uma vez ao ano. A Responsável Regional se encarregue de manter contato com estas irmãs e visite pessoalmente ou encarregue alguém para fazê-lo. A Responsável Regional pode também encarregar o grupo local mais próximo, ou uma Consagrada, por responsabilizar-se para manter os contatos telefônicos e pessoais.

3.3. Convocar as Responsáveis locais para participar de um Conselho Regional prolongado, pelo menos uma vez ao ano e especialmente durante o encontro de programação anual.

3.4. Examinar as possibilidades concretas para que o Instituto possa ter uma casa de acolhida para as irmãs do Instituto que vivem a fase da velhice, ou não são independentes e não tem a possibilidade da assistência em família. Seria bom avaliar a alternativa de formar, dentro de uma casa de repouso da Congregação, uma pequena “comunidade” do ISO onde as irmãs mais jovens poderiam fazer um pouco de voluntariado.

3.5. Incrementar dentro dos grupos a compreensão dos valores de comunicação e encarregar algumas irmãs para manter contatos especialmente com os membros mais isolados.

3.6. Desfrutar melhor as possibilidades dos meios eletrônicos de comunicação, especialmente internet, para trocar notícias do Instituto.

3.7. Valorizar o site internet e o jornalzinho “In Unum”, como instrumentos de comunicações. Tal valorização se exprime também através do envio de notícias e artigos de reflexão sobre a Consagração secular. Neste caso, enviar o texto sempre à Responsável Geral ou Regional, às quais compete a decisão da publicação. Tendo em conta que estes instrumentos têm uma divulgação pública, poder-se-ia elaborar um jornalzinho interno e reservado com as notícias exclusivamente de família (relatórios dos encontros locais,participações das Responsáveis, comunicações dos Assistentes, experiências particulares vividas pelas irmãs). Sente-se como uma coisa válida também a possibilidade de criar, dentro da página internet, uma área “reservada”, para a troca de notícias e a visualização de material estritamente de família.

 

 

IV - Vida apostólica - Promoção vocacional

 

“Toda a vida dos membros dos Institutos Seculares, consagrada a Deus, com a profissão da perfeição, deve converter-se em apostolado”. É uma afirmação solene, forte e clara do Papa Pio XII (Primo Feliciter 6.) E tal apostolado, continua o Papa, “não somente se deve exercitar fielmente no mundo, mas também com os meios do mundo”.

Tendo em conta este princípio, o capítulo IX da Regra de Vida, que trata especificamente do compromisso apostólico da Orionita secular, determina que o fundamento de tal compromisso (“vocação cristã que a faz membro do Corpo Místico de Cristo”) é a sua forma (“não requer uma profissão particular, atividade ou trabalho, nem um apostolado específico”; se exprime sobretudo como presença, sacrifício de si, testemunho, acolhida e promoção do homem, em particular dos pobres mais pobres”; também pode-se comprometer em um apostolado direto). Além disso, determina que a Orionita deverá manter no confronto com o mundo uma atitude “de abertura, de serviço e de redenção”, mantendo a reserva sobre a própria consagração e evitando “algum sinal externo” de identificação específica (Cf. RV.art. 43-50).

Particular atenção merece o artigo 45 da Regra de Vida que diz respeito à natureza do apostolado de uma filha de Dom Orione. Diz: “A Orionita vive a própria profissão ou atividade no espírito do Pai Fundador, que é o espírito de abandono à Divina Providência, de pobreza, de amor aos pobres, à Igreja e ao Papa. A sua vida apostólica é marcada pela “estratégia da caridade” sabendo que a causa de Cristo e da Igreja “não se serve nem resmungando, nem pela metade, nem com um rosto de quaresma, mas com generosidade plena e com alegria. E mais ainda: em ardor de caridade!” (Dom Orione).

Expressão de fidelidade ao carisma é também a colaboração dentro da família orionita, com a participação nas várias iniciativas propostas, com a presença nos secretariados e no Movimento Laical Orionino, com a disponibilidade de contribuir nas obras e nas atividades da família religiosa.

Enfim: uma Orionita secular que vive fielmente a sua vocação e é plena de ardor apostólico não pode não difundir o dom precioso do chamado ao seguimento de Cristo com a profissão dos Conselhos Evangélicos. Viver plenamente a vocação, comunicar a própria experiência de consagrada e – “quando se reconhecem os sinais de uma chamada específica à consagração secular orionita” – encaminhar a pessoa aos responsáveis do Instituto, convidando ao discernimento da vontade de Deus com a ajuda do Diretor Espiritual e de uma irmã encarregada do acompanhamento vocacional” (Cf. RV, 58). A maior caridade para a Igreja e para o Instituto é conquistar vocações e a primeira iniciativa vocacional é a fidelidade à própria vocação.

 

A nossa realidade

Sobre a vida apostólica, a Assembléia Geral disse que, em geral, estamos “na metade do caminho”, porque nem sempre somos capazes de dar um total testemunho. Enfrentar a realidade do mundo não é uma missão fácil e poderia ser comparada com o momento no qual, no Evangelho, Pedro deseja caminhar, como o Mestre, sobre as águas. Também a consagrada às vezes é medrosa no dever de enfrentar as “águas agitadas” do mundo.

Um esforço muito grande é necessário para a promoção do apostolado próprio da Orionita secular, aquele “fora da sacristia” . Tal apostolado será ainda mais eficaz se conseguirmos viver mais o espírito de família orionita (em relação com todos os ramos da grande família), para que o testemunho possa ser mais confiável. É necessário assegurar, o quanto possível, a presença do ISO nos principais eventos de família, para ser “sinal” vocacional. (“É impensável pedir aos sacerdotes para propor às jovens o Instituto se não nos fazemos conhecidas!”).

 

Linhas de ação e orientações para o sexênio

4.1. Instituir a jornada da Consagração secular orionita para o dia 13 de maio, programando para esta data, ou para o domingo mais próximo, diversas atividades para serem realizadas juntas.

4.2. Promover, como Grupo, encontros vocacionais, retiros encontros de oração e de Lectio divina, momentos de convivência e peregrinação com as pessoas que participam do nosso apostolado.

4.3. Envolver mais os nossos Sacerdotes e as nossas Irmãs nos eventos do Instituto Secular Orionita. Fazer com que conheçam, através das cartas circulares, as atividades do Instituto.

4.4. Colocar nas igrejas e paróquias algum material de divulgação e de informação sobre o Instituto.

4.5. Participar como voluntárias nos casos de calamidade ou acontecimentos que necessitam de solidariedade e socorro. Se não é possível um serviço fisicamente ativo, estar presente para o apoio espiritual e moral aos voluntários mais jovens e às pessoas atingidas. Tal apostolado é eficaz também na assistência às pessoas abandonadas, tristes e depressivas (cf. Is 35,4) ou às famílias atingidas por um luto, levando a mensagem maravilhosa da esperança e da fé para Instaurare omnia in Christo. Partindo da consideração que a maioria dos membros está comprometida profissionalmente, o nosso testemunho apostólico pode ser individual, não programado e exercitado na prática concreta do cotidiano. Segundo a Regra de Vida (Art. 43-50) somos como “agentes secretos” inseridos no meio da sociedade, mantendo reserva sobre a própria vocação e evitando sinais externos de identificação.

 

V - Outros temas

 

5.1. Limitação para o ingresso no Instituto

De todas as Regiões chegou um apelo para considerar a idade de admissão das candidatas no Instituto. Discute-se e se vota, num primeiro momento, a proposta de estabelecer um limite mais alto daquele proposto pela Regra de Vida. Ao final prevaleceu a orientação de não pedir, neste momento, uma revisão do texto da Regra de Vida à Santa Sé. A norma dos 35 anos continua como referência ideal e regular para o ingresso no Instituto. Todavia, a Assembléia autoriza um maior “alargamento” da norma, recomendado que as exceções sejam bem analisadas segundo os casos e aprovadas pelo Conselho geral.

Para o que diz respeito à questão dos eventuais ingressos de viúvas no Instituto foi dito que existem outras formas de consagração específica para elas mesmo dentro da família orionita. O Instituto secular tem uma fisionomia bem precisa e como norma não pode aceitar viúvas. Todavia, a Assembléia pensa que se pode considerar, com rigor, caso por caso, alguma exceção à Regra.

 

5.2. Grupo polonês

Tendo em conta o crescimento também numérico do Grupo e das poucas possibilidades de um contato mais concreto com a Região Itália (motivo de língua e distância), a Assembléia definiu o Grupo Polonês como um grupo em formação e portanto dependente do Conselho Geral.

5.3. Assistentes Espirituais

Para uma maior clareza sobre a identidade dos Assistentes Espirituais seria excelente organizar, ao menos uma vez no sexênio, de acordo com o Superior Geral, um encontro em nível geral dos vários Assistentes. Se tal orientação se torna difícil, poderia ser válido, entretanto um encontro Regional.

 

 

5.4. Questões de secretaria

Organizar os arquivos. Recorda-se que os documentos necessários são: Pasta pessoal (ficha pessoal, composta com todos os dados; documentos das várias passagens como anotados no art. 61 da Regra de Vida, documentos das várias passagens uma vez acolhidas no Instituto; correspondência com as Responsáveis; Pasta dos testamentos; Pasta dos balanços pessoais anuais; Registro das Atas de Reunião; Registro do Protocolo e Livro Caixa.

Para a ordem e o bom andamento do Instituto é necessário ater-se às disposições confirmadas nas diversas reuniões do Conselho Geral.

̶          Depois de cada reunião do Conselho regional enviar cópia da Ata, assinada, à Direção geral.

̶          Dos grupos locais, depois do encontro mensal, se envie cópia da Ata à Responsável regional.

̶          Ter em ordem o registro das Atas.

̶          A administradora cuide da composição do registro do Livro Caixa.

̶          Grupos não constituídos em região dependem da Direção geral: A dependência diz respeito a documentação, ao relatório, a contribui-ção anual.

̶          Plano de formação: adaptado às várias culturas mas enviado à Di-reção geral.

̶          Acompanhamento das novas candidatas

̶          Pontualidade na transmissão dos documentos relativos às várias passagens

̶          Admissão de candidatas com idade superior àquela estabelecida (rever a norma)

̶          Possuir pequeno arquivo local e regional

̶          Precisão das encarregadas (Secretária – Administradora) na escri-ta dos livros relativos aos deveres a elas confiados.

̶          As Responsáveis regionais façam em fim um relatório sobre a vida dos grupos e o enviem à Responsável Geral entre o mês de dezem-bro. Para responder a este dever com pontualidade, exigir das Res-ponsáveis locais o relatório anual antes que o ano termine.

 

1º) Louvamos o Senhor pelo acompanhamento espiritual que os Filhos da Divina Providência asseguram ao Instituto. Um acompanhamento generoso, participativo, solícito, fraternalmente afetuoso, orientado a favorecer a fidelidade ao Carisma Orionita, do qual é garante o Diretor Geral e os assistentes espirituais que o representam.

2º) Louvamos o Senhor pelas novas vocações que surgiram em diversas partes do mundo e especialmente pelo crescimento do ISO na Polônia e o seu nascimento na África.

3º) Agradecemos o Senhor pela “nova” família espiritual da qual fazemos parte, formada por pessoas que partilham a mesma opção de vida, o mesmo carisma, a mesma paixão pelas coisas de Deus e que está inserida na grande, embora pequena, Obra da Divina Providência.

4º) Agradecemos a Deus pela vida de Graça que nos doa. De fato, através da oração e da participação na Eucaristia, Ele nos introduz mais intimamente na comunhão de vida com a Santíssima Trindade, para dar testemunho evangélico, cada uma no seu próprio ambiente de vida, de trabalho, mediante o exercício da caridade, para levar todos a Deus, à Igreja e ao Papa.

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